Instituto de Fomento do Caju responsável pela reactivação da cultura do chá em Moçambique

19 June 2013

O governo de Moçambique atribuiu ao Instituto de Fomento do Caju (Incaju) a tarefa de dar nova vida ao sector do chá no país e fazer com que a produção atinja os valores registados na década de 80 do século passado, informou o matutino Notícias, de Maputo.

Recordando que a produção actual, de 5 mil toneladas, é um sexto da atingida naquela década, o jornal adiantou que está em curso o processo de adequar o estatuto orgânico do Incaju de modo assumir a tutela da produção de chá, processo que deverá ficar concluído dentro de dois meses.

A produção de chá em Moçambique situa-se fundamentalmente nas províncias da Zambézia, em particular nos distritos do Gurué e Ile, e de Manica, onde na década mencionada chegou a haver mais de 27 mil trabalhadores nas plantações, parte das quais foi votada ao abandono, particularmente em Milange, e as instalações transformadas em residências.

O Incaju vai contar com a assessoria técnica por parte do Tea Board da Índia, que agrupa empresas produtoras de chá, e onde o ministro da  Agricultura, José Pacheco, manteve conversações no decurso de uma deslocação àquele país em que se fez acompanhar da directora do Incaju.

A  cultura de chá em Moçambique está actualmente sob a tutela da Direcção Nacional dos Serviços Agrários, estimando os operadores que a recuperação do sub-reitor vai exigir 100 milhões de dólares para a introdução de tecnologia moderna e de novas variedades da planta. (macauhub)

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