Endiama de Angola e Alrosa da Rússia vão alargar prospecção conjunta de diamantes

20 June 2013

A Empresa Nacional de Diamantes de Angola (Endiama) e a russa Alrosa assinaram quinta-feira, em Luanda, um acordo de desenvolvimento conjunto que envolve a prospecção e investigação de áreas diamantíferas.

O acordo em que cada uma das empresas tem uma participação de 50% visa, de acordo com o presidente da Endiama, Carlos Sumbula, prosseguir o trabalho que tem estado a ser desenvolvido nos últimos dois anos.

“Nos últimos dois anos efectuámos estudos geológicos em Angola e concluímos que apenas 10% dos diamantes de aluvião que explorámos são provenientes dos kimberlitos conhecidos”, afirmou Sumbula.

Por isso, adiantou, é altura de se dar início a uma segunda fase que é a de prospectar o território nacional, no sentido de encontrar a maior parte dos kimberlitos que estão por descobrir.

Por seu turno, o presidente da empresa russa Alrosa, Fedor Andeev, referiu que estudos geológicos efectuados indicam que as potencialidades diamantíferas de Angola podem ser enumeradas em cerca de mil milhões de quilates.

No decurso de uma conferência internacional para assinalar o centésimo aniversário da primeira descoberta de diamantes em Angola, a decorrer quinta e sexta-feira em Luanda, o ministro da Geologia e Minas, Francisco Queiróz, afirmou que Angola detém um enorme potencial diamantífero ainda por descobrir e quantificar.

Das mais de mil ocorrências kimberlíticas identificadas apenas três estão em fase de exploração, entre elas a mina de Catoca que representa 87% da produção de diamantes em Angola, disse o ministro. (macauhub)

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