Banca portuguesa responsável por 76% dos novos projectos de banca a retalho em Angola desde 2003

26 June 2013

Mais de três quartos dos novos projectos de banca a retalho que surgiram em Angola nos últimos 10 anos tiveram origem em Portugal, embora se tenha registado um abrandamento ao longo de 2012, informou quarta-feira em Genebra uma agência das Nações Unidas.

No relatório de 2013 sobre investimento à escala mundial, a Conferência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento (UNCTAD, na sigla em inglês) refere que no período mencionado Angola atraiu “de longe” o maior número de projectos de banca a retalho entre os países menos desenvolvidos, com Portugal a ser a origem de 76% desses.

“Em Angola, investimentos efectuados pelo Banco BPI (com 68 projectos registados entre 2004 e 2012) geraram 45% do total dos investimentos na banca a retalho entre 2003 e 2012, seguindo-se dois outros bancos portugueses: o Finibanco e o Banco Comercial Português”, pode ler-se no “World Investment Report 2013.”

Em 2012, ocorreu um decréscimo no domínio dos bancos portugueses, devido a um maior investimento com origem na Mauritânia e do grupo Standard Bank, da África do Sul.

Entretanto, os levantamentos efectuados através de ATM, conhecidas em Angola como multicaixas, aumentou 47,18% em 2012 para um total de 598 mil milhões de kwanzas (6194 milhões de dólares), um aumento anual de 44%.

De acordo com um relatório da Empresa Interbancária de Serviços (Emis), apresentado em Luanda, estes números confirmam o crescimento da instituição em 12 anos de existência, aproximando-se gradualmente da concretização e da consolidação do projecto de desmaterialização do sistema de pagamentos de Angola.

No final de 2012 havia 2014 ATM, contra 1629 um ano antes e 23 545 terminais de pagamento (POS), contra 18 199 no final de 2011 e havia em circulação mais de 2,6 milhões de cartões electrónicos válidos, mais 255 mil do que um ano antes. (macauhub)

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