Grupo Oil India Ltd vai contrair dívida para pagar participação em bloco petrolífero em Moçambique

27 June 2013

O grupo estatal Oil India Ltd (OIL) vai contrair dívida externa no montante de 800 milhões a 900 milhões de dólares a fim de pagar a sua parcela na compra da participação do grupo indiano Videocon Industries num bloco petrolífero em Moçambique, informou a agência noticiosa indiana PTI.

Esta semana, o consórcio constituído pelos grupos Oil and Natural Gas Corp (ONGC) e OIL anunciou ter chegado a acordo para adquirir a participação de 10% do grupo Videocon Industries no bloco Área 1 da bacia do Rovuma, em Moçambique, pela soma de 2,48 mil milhões de dólares, na proporção de 60% para a ONGC Videsh, a empresa do grupo ONGC para os negócios internacionais e 40% para o OIL.

“Vamos contrair um empréstimo no exterior entre 80% a 90% da nossa parcela de mil milhões de dólares para que o negócio possa ser finalizado”, disse à agência Press Trust of India o director financeiro do grupo, Ananth Kumar.

A dívida, que permitirá isolar o grupo da volatilidade da taxa de câmbio rupia-dólar, será uma mistura de empréstimos comerciais e uma emissão de obrigações denominada em dólares.

N K Bharali, director de desenvolvimento de negócios do grupo, disse que o bloco Área 1 contém reservas de gás natural estimadas em 35 biliões a 65 biliões de pés cúbicos que irá ser liquefeito a fim de poder ser exportado para países como a Índia.

Bharali disse ainda que, além do preço de aquisição, as despesas em capital fixo deverão atingir 31,25 mil milhões de dólares se os parceiros no bloco decidirem construir duas unidades de processamento de gás natural, sendo a parcela do grupo OIL de 4%.

Este negócio depende ainda da aprovação das autoridades da Índia e de Moçambique bem como do pagamento por parte do grupo Videocon Industries de impostos em sede de mais-valias a uma taxa que poderá oscilar entre 12% e 32%, de acordo com o ocorrido em negócios semelhantes tendo por base recursos naturais em Moçambique.

O bloco Área 1 é operado pelo grupo norte-americano Anadarko Petroleum, com 36,5%, 10% dos quais estão à venda, sendo os restantes parceiros o grupo japonês Mitsui & Co. (20%), o grupo indiano Videocon Industries e a empresa também indiana Bharat Petroleum, com 10% cada, o grupo estatal PTT da Tailândia com 8,5% e a estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos com 15%. (macauhub)

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