Telemóveis podem solucionar dificuldade de acesso a serviços financeiros em Moçambique

1 July 2013

Os telemóveis são “a solução” para que a população moçambicana possa aceder a serviços financeiros, atendendo ao facto de haver mais de 10 milhões de utilizadores dos serviços de telefonia móvel, defendeu, recentemente, em Maputo, um responsável do Banco de Moçambique (BM).

Henrique Matsinhe, director do Departamento de Emissão e Sistemas de Pagamento do BM, disse que os telemóveis representam “um grande potencial para a expansão dos serviços financeiros móveis”, atendendo à realidade das instituições bancárias moçambicanas, instaladas em apenas 67 dos 128 distritos do país.

“Se compararmos com o total da população (cerca de 23 milhões de pessoas) vamos constatar que temos cerca de 42% com acesso aos serviços de telefonia móvel e cerca de 78% da população adulta (13 milhões) com acesso a serviços móveis”, avançou Henrique Matsinhe à imprensa moçambicana.

Informações recentemente divulgadas pelo Instituto Nacional das Comunicações de Moçambique apontam para a existência de cerca de “10 milhões de subscritores da telefonia móvel” no país, que conta com três operadoras de telecomunicações móveis, Moçambique Celular (mCel), Vodacom Moçambique e Movitel.

Com um universo de cerca “cinco milhões de clientes”, a estatal mCel, fundada em 1997, foi a primeira operadora a lançar serviços de banca móvel, através de uma parceria com a empresa Carteira Móvel, da qual resultou o mKesh.

Segundo o director-executivo da Carteira Móvel, Nadean Szafman, o serviço mKesh, que foi introduzido há dois anos, tem, neste momento, 165 mil utilizadores e dispõe de três mil agentes, distribuídos pelas 11 províncias do país.

Em Maio deste ano, também a Vodacom Moçambique – participada pela Vodacom International Limited (85%), Emotel (5%), Intelec Holdings (5%) e Whatana Investments (5%) – lançou um serviço semelhante, o M-Pesa.

Por enquanto, a Movitel, que completou em Maio um ano de existência, e que tem como accionistas o grupo Viettel do Vietname e a moçambicana SPI, é a única operadora móvel que ainda não disponibiliza estes serviços aos seus “dois milhões de clientes”.

Nesta corrida de disponibilização de serviços financeiros móveis estão também os bancos, como são exemplo, o Millennium bim, com o “Millennium IZI”, e o Banco Comercial e de Investimentos (BCI), com o “Tako Móvel”. (macauhub)

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