Timor-Leste procura parceiros para o desenvolvimento do país

3 July 2013

Timor-Leste está à procura de parceiros para a formação de recursos humanos, construção de infra-estruturas e desenvolvimento dos sectores do petróleo, agricultura e turismo, disse segunda-feira em Dili o primeiro-ministro timorense Xanana Gusmão.

Ao usar da palavra na sessão inaugural do 9º encontro de empresários para a cooperação económica e comercial entre a China e os países de língua portuguesa, quarta-feira encerrada, Xanana Gusmão destacou que Timor-Leste é uma economia emergente, com um mercado aberto e livre, receptivo ao investimento estrangeiro e com algumas das taxas fiscais mais baixas do mundo.

“Com esta política fiscal, o nosso objectivo é atrair investidores que, em conjunto com o sector privado, possam impulsionar a economia”, disse, de acordo com a agência noticiosa portuguesa Lusa.

Entre 2007 e 2012, Timor-Leste cresceu a um ritmo médio anual de 11,9%, com o Fundo Monetário Internacional a prever a continuação do crescimento na ordem dos dois dígitos.

Segundo o primeiro-ministro timorense, os parceiros de investimento devem ter a sua aposta orientada para as áreas de “formação e especialização dos recursos humanos, construção de infra-estruturas básicas e desenvolvimento da economia, com incidência no sector do petróleo, agricultura e turismo.”

No decorrer do encontro, os participantes tanto da China como dos restantes países de língua portuguesa salientaram às autoridades timorenses as vantagens em dispor de uma moeda nacional, dado que desde a independência de Timor-Leste, em 2002, que o dólar norte-americano é a única moeda legal para transacções comerciais no país.

Jackson Chang, presidente do Instituto de Promoção do Comércio e do Investimento de Macau (IPIM), disse que Timor-Leste deveria ter uma moeda própria, uma vez que o facto de utilizar o símbolo monetário de outro país irá sempre gerar dificuldades, nomeadamente no que respeita à inflação.

O vice-governador do Banco Central de Timor-Leste, Nur Alkatiri, disse que antes de o país tomar uma decisão final sobre o assunto precisa de realizar um estudo aprofundado, diligência que a sua instituição já iniciou.

O encontro foi organizado pela Agência Especializada de Investimento em Timor-Leste em colaboração com a embaixada de Timor-Leste em Pequim, o Instituto de Apoio ao Desenvolvimento Empresarial em Timor-Leste, Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa e IPIM. (macauhub)

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