Sectores industrial e logístico em Angola vão continuar a atrair investimento

4 July 2013

O investimento nos sectores industrial e logístico em Angola vai continuar, com o Estado a assumir um papel mais activo, de acordo com um estudo sobre o mercado industrial em Luanda da Colliers International Angola.

O estudo daquela empresa de direito angolano detida a 100% pelo grupo português IPG, considera que o perfil da economia angolana, designadamente o padrão de exportações e de importações, “indicia uma importância do sector logístico bem superior ao sector industrial.”

“Embora atenuada pelos recentes programas governamentais de redução de importações, com uma forte incidência na criação de infra-estruturas e linhas de crédito, o sector industrial continua ainda numa fase embrionária”, acrescenta-se no estudo, citado pela agência noticiosa portuguesa Lusa.

Depois de apontar a falta de infra-estruturas no país e a importância da sua localização para fomentar o crescimento económico, a Colliers International referencia como principais centros de actividade de Angola os portos marítimos de Luanda, Lobito (centro sul) e Namibe (sul), os mais importantes eixos rodoviários à volta da capital e o caminho-de-ferro de Benguela.

No caso do porto de Luanda, com 10 milhões de toneladas movimentados, o estudo situa-o como sendo actualmente um dos mais movimentados do sul de África e o movimento no do Lobito coloca este porto, de onde parte o caminho-de-ferro de Benguela (CFB), como estando ao nível dos portos de Maputo e da Beira, em Moçambique.

Relativamente aos centros de actividade referenciados , a Colliers International aponta Luanda como o principal ponto de entrada das importações, enquanto a zona sul surge a uma escala bastante inferior, mas que a complementaridade com o caminho-de-ferro define como sendo o “verdadeiro abastecedor” das zonas mais interiores do país e da África Austral.

“O desenvolvimento (do mercado de pólos industriais e de logística) nas restantes províncias angolanas encontra-se quase exclusivamente dependente do investimento público, sendo o investimento privado escasso e muito pontualmente associado aos recursos naturais locais”, destaca o estudo.

Sendo assim, continua a caber ao governo angolano a execução de um “plano de fomento” do sector secundário, desenvolvendo a criação de pólos industriais e redes de frio nas 18 províncias do país. (macauhub)

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