Redução no número de comboios com carvão causou prejuízos à empresa de caminhos-de-ferro de Moçambique

8 July 2013

A recente interrupção durante 14 dias consecutivos do transporte de carvão pelo linha do Sena decidida pelo grupo anglo-australiano Rio Tinto causou prejuízos à estatal Empresa Pública Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique – Centro, informou o matutino Notícias, de Maputo.

Contactado pelo jornal, o director executivo da CFM – Centro, Cândido Jone, não precisou o montante dos prejuízos mas confirmou que foram elevados, uma vez que de 20 de Junho a 4 de Julho apenas circularam naquela linha de caminho-de-ferro os comboios da empresa mineira Vale e os de transporte de passageiros e carga da própria empresa estatal.

As ameaças publicamente anunciadas pela Resistência Nacional Moçambicana de que a circulação ferroviária e rodoviária na zona centro do país seria impedida levaram a Rio Tinto a decidir unilateralmente suspender a média de oito composições por semana carregadas de carvão extraído em Moatize, província de Tete.

A brasileira Vale manteve a circulação das composições com uma média de 28 a 30 comboios por semana, embora os comboios da CFM tenham estado a operar de forma condicionada, nomeadamente circulando a uma velocidade mais baixa.

O transporte de carvão mineral de Moatize até ao porto da Beira é feito diariamente na linha de Sena por uma média de seis “comboios-tipo” formados cada por duas locomotivas e 42 vagões, num ano em que as metas da exportação deste mineral estão previstas em seis milhões de toneladas. (macauhub)

MACAUHUB FRENCH