Coreia do Sul aponta industrialização como modelo de crescimento para Moçambique

9 July 2013

A Coreia do Sul pode tornar-se no “mais importante parceiro económico” de Moçambique, disse terça-feira em Maputo o vice-ministro da Indústria, Comércio e Energia sul-coreano, Choi Kyong-Lim, que aconselhou o governo moçambicano a apostar na industrialização do país.

Para o responsável, que visitou a capital moçambicana no âmbito de um fórum de negócios entre os dois países centrado nos recursos minerais e energia, Moçambique deve seguir a experiência sul-coreana de industrialização para “assegurar a continuidade do seu crescimento económico.”

Com duas décadas de “relações bilaterais” com Moçambique, a Coreia do Sul ocupa a 25.ª posição na lista de 47 países que têm, neste momento, investimentos na economia moçambicana e que é liderada pelos Emirados Árabes Unidos.

Reconhecendo a necessidade de “aumentar o valor dos recursos naturais” moçambicanos, também o director-geral do Centro de Promoção de Investimentos (CPI) apontou, durante o encontro, o modelo de industrialização sul-coreano como exemplar para Moçambique.

Por outro lado, Lourenço Sambo mencionou as dificuldades do governo moçambicano em desenvolver infra-estruturas que sustentem esse processo, mostrando a abertura de Moçambique para modelos de investimento baseados em parcerias público-privadas (PPP).

“O governo precisa de construir infra-estruturas mas não o pode fazer com os recursos de que dispõe, pelo que as PPP, além das parcerias entre privados, são extremamente importantes”, disse o director-geral do CPI.

Sobre o desenvolvimento de negócios entre os dois países na área da energia e dos recursos minerais, o director Nacional de Energia Eléctrica de Moçambique, Pascoal Bacela, mencionou a necessidade moçambicana de estruturas de armazenagem de combustíveis nos portos de Nampula, Beira e Maputo.

“Necessitamos urgentemente de infra-estruturas, porque são uma questão-chave para garantir que Moçambique possa ter segurança no fornecimento de combustíveis”, salientou Bacela, avançando que, neste contexto, “a autonomia do país não ultrapassa três meses”.

O Fórum de Negócios Moçambique-Coreia do Sul levou à capital moçambicana 37 empresários sul-coreanos em representação de empresas com interesses nas áreas de recursos minerais, energia, infra-estruturas e indústria. (macauhub)

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