Técnicos do ProSavana analisam em Brasília novas informações sobre programa em Moçambique

11 July 2013

As informações recolhidas em Moçambique relativamente ao programa de desenvolvimento agrícola Prosavana vão ser analisadas num encontro em Brasília, no final de Julho corrente, anunciou o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) do Brasil.

Procurando delinear “novas formas de cooperação” para o programa tripartido que envolve Moçambique, o Brasil e o Japão, o encontro vai reunir, além do Senar, membros do Instituto de Investigação Agrária de Moçambique (IIAM), da Direcção Nacional de Extensão Agrária (DNEA) e do governo brasileiro.

Lançado em 2009, o Programa de Desenvolvimento da Agricultura das Savanas Tropicais de Moçambique (ProSavana) contempla uma área de mais de 10 milhões de hectares, distribuídos ao longo das províncias moçambicanas de Nampula, Zambézia e Niassa, no chamado Corredor de Nacala.

Em Junho, uma equipa técnica dos três países “sondou” no terreno “as possíveis acções a serem desencadeadas pelas instituições parceiras”, com o objectivo de definir modelos de desenvolvimento agrícola para a região.

Segundo o Senar, estarão a ser estudadas “actividades para fortalecer o sistema de cooperativismo e associativismo” entre os agricultores da região, que, na sua maioria, praticam agricultura de subsistência.

“Podemos usar como modelo os programas postos em prática no Brasil mas é preciso centrarmo-nos nas pessoas que actuam junto dos produtores, como os técnicos do IIAM e da DNEA”, disse Iara Grillo, coordenadora do Senar.

Apresentado como um programa de desenvolvimento agrícola que irá beneficiar milhares de pequenos agricultores moçambicanos, o ProSavana tem merecido a apreensão da sociedade civil e de associações agrícolas moçambicanas, que exigem a sua suspensão, alegando falta de informação pública sobre o processo. (macauhub)

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