Governo de Angola vai iniciar programa de compra e conservação de produtos agrícolas

14 July 2013

O governo de Angola vai iniciar este ano o programa de compra dos produtos agrícolas na posse dos agricultores para posterior conservação, disse domingo em Ndalatando, província do Cuanza Norte, a ministra do Comércio.

No final de uma visita de três dias à província do Cuanza Norte para analisar os programas de investimentos públicos ligados ao sector do comércio, o grau de execução do comércio rural e os programas de combate à pobreza na província, a ministra Rosa Pacavira reconheceu que muitos produtos agrícolas estão a deteriorar-se no campo por dificuldades de escoamento.

Rosa Pacavira adiantou que a iniciativa insere-se na estratégia nacional de comércio rural e apoio aos empreendedores que conta com suporte financeiro do Banco de Desenvolvimento Angolano (BDA) que tem 75 milhões de dólares disponíveis para apoiar os camponeses no escoamento da respectiva produção agrícola.

O programa contempla a concessão de financiamento para a construção de infra-estruturas de conservação e processamento de produtos agrícolas para a compra da produção dos camponeses e de materiais diversos de suporte ao trabalho agrícola.

Para o efeito, foram identificados na província dois locais para a criação de mercados rurais nos municípios de Cambambe e Lucala, onde serão criadas infra-estruturas de recepção e descarga de produtos agrícolas para serem comprados pelo governo no âmbito do programa de produção de produtos agro-pecuários, denominado “Propagro”.

A ministra sublinhou que os produtos a serem adquiridos nestes mercados serão posteriormente encaminhados para as localidades que já possuem capacidade de armazenamento como Chinguar, na província do Bié, Calenga, no Huambo, Gabela, no Cuanza Sul, assim como Benguela e Luanda e de lá serem vendidos às grandes superfícies comerciais interessadas em adquiri-las.

“Nesta primeira fase, o governo vai comprar tudo que é produto agrícola e na fase seguinte apenas produtos dos camponeses associados em cooperativas com boas práticas de tratamento, processamento e conservação”, salientou Rosa Pacavira. (macauhub)

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