Ministro de Moçambique afirma que decisão europeia sobre aviação civil é “incoerente”

14 July 2013

O ministro dos Transportes e Comunicações de Moçambique, Paulo Zucula, considerou sexta-feira “incoerente” a decisão da União Europeia (UE) de manter a proibição das companhias aéreas moçambicanas de sobrevoar o espaço comunitário.

Na sua mais recente actualização sobre segurança aérea, a UE manteve Moçambique pelo terceiro ano consecutivo na chamada “lista negra” de companhias aéreas proibidas de operar na Europa por entender que o país não cumpre os requisitos de segurança exigidos no espaço europeu e desaconselhou os cidadãos da UE de viajar nas companhias aéreas moçambicanas.

O ministro qualificou a decisão de “incoerente” pelo facto de a mesma não proibir as companhias dos países-membros de voar para Moçambique, tendo em conta que também considera inseguro o espaço aéreo moçambicano.

“A União Europeia, ao proibir os seus cidadãos de viajar nos aviões certificados por nós, também deveria banir os seus aviões de voar no nosso espaço, porque não são só os aviões que são inseguros, o nosso espaço é controlado por controladores de tráfego do país, que também estão banidos pela UE”, disse Paulo Zucula.

“Para eles serem bem coerentes na sua decisão, os aviões da UE não deviam voar no espaço aéreo moçambicano”, frisou o ministro dos Transportes e Comunicações, citado pela agência noticiosa portuguesa Lusa. (macauhub)

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