Estatal de Moçambique para o petróleo e gás vai ter de angariar milhares de milhões de dólares

21 July 2013

A Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (ENH) terá de investir entre 2,5 mil milhões e 5 mil milhões de dólares nos próximos anos para exercer o seu direito de participação nas áreas 1 e 4 da bacia do Rovuma, de acordo com o matutino Notícias, de Maputo.

Aquele montante corresponde à parte imputável à ENH nos cerca de 20 mil milhões de dólares que se prevê venham a ser investidos a prazo, nomeadamente na construção de unidades para o processamento e liquefacção de gás natural a ser extraídos pelos consórcios liderados pelos grupos norte-americano Anadarko Petroleum e italiano ENI.

A bacia sedimentar do Rovuma, no norte de Moçambique, é das mais activas na prospecção de hidrocarbonetos, acreditando-se que mais descobertas poderão ser feitas, atendendo ao facto de os furos até agora efectuados estarem localizados numa área cujo raio não excede 50 quilómetros.

Em função das descobertas realizadas em águas profundas da bacia do Rovuma, com um potencial actualmente estimado em 170 biliões de pés cúbicos, os operadores e o governo de Moçambique decidiram-se pela instalação de unidades de liquefacção como sendo a melhor alternativa para a maximização dos ganhos resultantes da exploração do gás natural.

Uma fonte da ENH disse ao jornal que apenas para o bloco Área 1 a empresa precisa de angariar pelo menos 2,2 mil milhões de dólares, dos quais 300 milhões serão para financiar a fase de prospecção, incluindo custos financeiros previstos no contrato e 1,9 mil milhões para a construção da unidade de processamento.

A ENH participa no contrato de concessão para a pesquisa e produção de hidrocarbonetos na Área 1 com 15%, com os restantes 85% nas mãos de um consórcio liderado pela Anadarko Petroleum e com 10% na Área 4, operada pelo grupo ENI. (macauhub)

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