Grupo da Tailândia interessado em construir linha de caminho-de-ferro em Moçambique

5 August 2013

O grupo Tailandês Italthai Engineering é o mais bem colocado para vencer o concurso internacional lançado por Moçambique para a construção de uma linha de caminho-de-ferro entre Moatize, na província de Tete e Macuse na costa da Zambézia, segundo noticía a Agência de Informação de Moçambique (AIM).

A AIM, que cite o semanário moçambicano Savana, refere que para além do grupo Tailandês participam no concurso o consórcio CLZ (Zambezi Logistics Consortium), formado pelas empresas China Communications Construction Company (CCCC), Aurizon da Austrália e Investe Logistica de Moçambique e ainda o grupo SPI/Patel Engineering/Grindrod com capitais Indianos e Sul-Africanos.

A linha de caminho-de-ferro entre Moatize e Macuse terá 525 quilómetros e custará 3,5 mil milhões de dólares.

Actualmente o escoamento do carvão exportado de Moatize é feito através da linha de Sena, com 673 quilómetros ou do Corredor de Nacala com 900 quilómetros com graves prejuízos para os exportadores.

A brasileira Vale e a australiana Rio Tinto são os dois principais grupos mineiros envolvidos na exploração e exportação de carvão de Moçambique.

A AIM refere que a Rio Tinto apoia a proposta apresentada pela Tailândia para a construção do caminho-de-ferro.

Em Julho durante uma visita a Moçambique a primeira-ministra da Tailândia, Yingluck Shinawatra anunciou que o seu país iria construir um porto de águas profundas na Zambézia e mostrou interesse na construção da linha de caminho-de-ferro entre Moatize e Macuse.(macauhub)

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