China e Brasil agravaram endividamento desde a crise de 2007

8 October 2013

A China e o Brasil são os países emergentes que mais aumentaram seu endividamento desde o início da crise global em 2007, anunciou segunda-feira o Instituto Financeiro Internacional (IIF), que congrega as maiores instituições financeiras do mundo.

De acordo com o relatório “Desafios estruturais ao crescimento do mercado emergente”, a instituição indica que a China lidera o aumento de dívida total (pública, das famílias e das empresas não-financeiras), que atingiu cerca de 200% do PIB no primeiro trimestre deste ano, contra 138% no começo de 2007.

O Brasil surge em segundo lugar, com uma dívida total que representa 140% do PIB, com um aumento de 34 pontos percentuais no período que vai de 2007 ao presente.

Para o IIF, embora o fenómeno possa ser visto em parte como decorrente da expansão do sector financeiro, o facto é que maior endividamento não significa necessariamente maior crescimento económico.

“Na verdade, um endividamento elevado aumenta a fragilidade dos agentes económicos, particularmente famílias e empresas, a choques negativos como subidas inesperadas nas taxas de juros”, diz em relatório enviado a seus sócios.

Em contraste com várias economias desenvolvidas que reduziram a dimensão das respectivas dívidas desde 2008, nos emergentes houve uma aceleração na tomada de créditos, com um aumento substancial no sector privado.

O Brasil tem actualmente a maior dívida pública em relação ao PIB entre os emergentes, com 68%, ao mesmo tempo que o endividamento de empresas não-financeiras brasileiras quase duplicou, de 24,8% do PIB em 2007 para 44,7% em fim de Março passado. (macauhub)

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