Países de língua portuguesa sobem e descem no “Doing Business” do Banco Mundial

4 November 2013

Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique subiram alguns lugares enquanto Angola, Portugal, São Tomé e Príncipe e Timor-Leste oscilaram no sentido inverso no indicador “Doing Business 2014”, agora divulgado pelo Banco Mundial.

O mais recente relatório do Banco Mundial que avalia o ambiente de negócios para pequenas e médias empresas em 189 países, o “Doing Business”, que é liderado, respectivamente, por Singapura, Hong Kong e Nova Zelândia, mostra que apenas quatro estados-membros da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) conseguiram melhorar as suas qualificações.

Com uma subida de sete lugares, Cabo Verde foi o país da CPLP que obteve o resultado mais expressivo, ocupando actualmente a 121.ª posição devido à introdução de reformas em duas das 10 áreas avaliadas pelos autores do estudo, concretamente na “abertura de empresas” e “pagamento de impostos”.

Moçambique, que subiu três posições, está agora no 139.º lugar da tabela, tendo melhorado o seu ambiente de negócios nas áreas de “abertura de empresas, obtenção de alvarás para construção, registo de propriedade, comércio entre fronteiras e resolução de insolvências”.

Já o Brasil, que subiu dois lugares para a 116.ª posição, apresentou reformas nas áreas de “pagamentos de impostos e resolução de insolvências”, enquanto que a Guiné-Bissau, ainda que muito perto da cauda da tabela (180.º), ascendeu um lugar, com a introdução de melhorias no seu sistema de “pagamentos de impostos, registo de propriedade e obtenção de alvarás para construção”.

No sentido inverso e apresentando a maior queda, Timor-Leste desceu cinco posições, ocupando agora o 172.º lugar do índice, tendo, no entanto, introduzido melhorias no sistema de pagamento de impostos, mas piorado nas áreas de “abertura de empresas, obtenção de alvarás de construção, de electricidade e de crédito, e processos de insolvência”.

Com uma descida de três lugares, São Tomé e Príncipe (169.ª) melhorou nas áreas de “obtenção de electricidade e execução de contractos” mas piorou nas restantes oito matérias de avaliação.

Portugal, que desceu duas posições (31.ª), mas que, ainda assim, e na óptica do Banco Mundial, é o país da CPLP que tem o melhor ambiente de negócios para pequenas e médias empresas, apenas apresentou melhorias na área de “registo de propriedade”.

Por último, Angola, na 179.ª posição do índice, desceu um lugar, tendo melhorado o seu sistema de “pagamento de impostos”, mas piorado nas áreas de “abertura de empresas, obtenção de alvarás de construção, de electricidade e de crédito e no comércio entre fronteiras”. (macauhub)

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