CPLP e Fórum Macau devem ser complementares, defende embaixador Murade Isaac Murargy

5 November 2013

O Secretário Executivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) defendeu hoje a complementaridade entre a organização que dirige e o Fórum para a Cooperação Económica e Comercial entre a China e os Países de Língua Portuguesa, cuja 4ªa Conferência Ministerial terminou terça-feira em Macau.

Murade Isaac Murargy disse ao Macauhub que a CPLP, com uma vertente mais política e diplomática e o Fórum, mais virado para a economia e comércio, “devem complementar-se abrindo novas e maiores oportunidades de negócios.”

“Não nos podemos esquecer que todos os países de língua portuguesa que integram o Fórum são membros da CPLP, pelo que faz todo o sentido reforçar essa relação de modo a criar maiores e melhores condições de actuação de todas as partes envolvidas. Todos terão a ganhar com isso”, disse o embaixador.

O Secretário Executivo da CPLP defendeu ainda uma triangulação entre a China, Brasil e Portugal para actuação nos países de língua portuguesa em África e em Timor-Leste.

“Os membros do Fórum mostraram grande entendimento e abertura para essa estratégia que pode permitir uma melhor coordenação de interesses e trazer mais benefícios para os países de língua portuguesa em África”, disse Murade Isaac Murargy.

“Existe um consenso nesse sentido e estou certo que vamos avançar nessa direcção na sequência das decisões da reunião ministerial do Fórum que terminou em Macau” disse o diplomata.

O embaixador Murade Isaac Murargy considerou igualmente que a reunião ministerial do Fórum vai dar um novo impulso nas relações da China com os países de língua portuguesa e vice-versa e reafirmou a sua convicção de que a plataforma criada pela China, em Macau, tem permitido que a cooperação entre os membros do Fórum seja cada vez mais rápida e eficaz.

“O Fórum nos últimos anos tem ajudado não só a criar relações comerciais e económicas mas também tem tido um papel importante na formação de quadros para os países de língua portuguesa. É um aspecto que não podemos esquecer e que devemos incentivar” afirmou o embaixador.

A CPLP esteve presente, como observador, na 4ª reunião ministerial do Fórum em Macau onde para além da China estiveram representantes do Brasil, Portugal, Angola, Moçambique, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Timor-Leste e como convidados especiais membros do governo de São Tomé e Príncipe que não faz parte da Fórum por não ter relações diplomáticas com a República Popular da China.(macauhub)

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