Empresa de Angola vai fazer prospecção de diamantes no Zimbabué

5 November 2013

A angolana Sociedade Mineira de Catoca (SMC) vai iniciar operações no Zimbabué em 2014, nas regiões da bacia do Limpopo e de Marane, junto à fronteira com Moçambique, disse o director-geral da empresa, José Ganga Júnior.

Dizendo que a entrada naquele país fica assegurada com a assinatura do memorando de cooperação no domínio da actividade mineira entre Angola e o Zimbabué, centrado na pesquisa, prospecção, exploração, apoio técnico e tecnológico, Ganga Júnior adiantou ser ainda prematuro falar sobre o montante a investir.

“Em primeiro lugar é necessário assinar o contrato relativamente às áreas a serem exploradas, após o que será elaborado um programa de intervenção que se iniciará com as actividades de prospecção”, disse o director-geral da SMC à agência noticiosa Angop.

O rio Limpopo é o segundo maior rio da África austral, com cerca de 1600 quilómetros de extensão e serve de fronteira entre a África do Sul, o Botswana e o Zimbabué, antes de entrar em Moçambique no norte da província de Gaza para desaguar no Oceano Índico, perto da cidade de Xai-Xai.

O campo diamantífero de Marange constitui, de acordo com algumas pesquisas, uma das maiores descobertas de diamantes dos últimos tempos, com enorme potencial para impulsionar a economia do Zimbabué.

A Sociedade Mineira de Catoca é formada pelas empresas angolana Endiama, que detém 32,8% das acções, a Alrosa Rússia, com 32,8%), Daumonty (Israel, 18,0%) e Odebrecht (Brasil, 16,4%). (macauhub)

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