Angola perde anualmente 1600 quilómetros quadrados de florestas

17 November 2013

Angola perde anualmente 1600 quilómetros quadrados de florestas devido a queimadas, agricultura itinerante e abate de árvores para produção de carvão para a utilização da madeira, disse o director do departamento de florestas do Instituto de Desenvolvimento Florestal.

Apesar da dimensão da área de florestas perdida anualmente, Mateus André disse que a situação não é preocupante, em termos comparativos com outros países e atendendo à dimensão florestal de Angola, tendo garantido que ao abate terá lugar um trabalho de reposição de árvores.

Em declarações à agência noticiosa Angop a propósito da elaboração do Primeiro Inventário Florestal do País, Mateus André apontou as queimadas “anárquicas” como a maior causa de devastação.

As queimadas decorrem com maior frequência nas florestas de savana, enquanto na tropical, como é o caso da de Maiombe (Cabinda), se regista uma certa conservação, onde a exploração direccionada tem permitido controlar a devastação.

Com a elaboração do primeiro Inventário Florestal Nacional, a taxa de devastação será melhor controlada e alargadas as actividades de repovoamento, disse Mateus André, que mencionou um programa de repovoamento já aprovado pelo governo que prevê a plantação de árvores num área de 5 milhões de hectares (50 mil quilómetros quadrados).

“O programa foi traçado, já se sabe quais as áreas a serem beneficiadas, falta apenas os recursos financeiros para podermos começar”, disse o responsável.

Mateus André disse ainda que o primeiro inventário parcial florestal do país será lançado em Junho de 2014, data em que o Instituto de Desenvolvimento Florestal terá recolhido uma parte das informações necessárias para o conhecimento das zonas verdes ao nível das 18 províncias de Angola. (macauhub)

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