Banco de Construção da China pretende retirar de bolsa recém-adquirido BibBanco do Brasil

18 November 2013

O estatal Banco de Construção da China pretende retirar de cotação em bolsa o BibBanco, após concluir a compra das acções ainda na posse dos accionistas minoritários, de acordo com a imprensa brasileira.

No final de Outubro passado, o Banco de Construção da China assinou o acordo de compra de 72% do capital do BibBanco, instituição financeira que actuava na concessão de financiamento a pequenas e médias empresas, por 1621 milhões de reais (523 milhões de dólares), pagando um prémio de 18,6% relativamente à cotação em bolsa.

Esta operação, que foi sujeita à aprovação do Banco Central do Brasil e da Presidente da República, é a primeira aquisição do Banco de Construção da China fora da Ásia.

Em declarações ao Bancário, a revista do Sindicato dos Bancários, o professor José Ricardo Barbosa Gonçalves, do Instituto de Economia da Unicamp, disse que a decisão de retirar da cotação as acções do banco visa fazer com que a administração deixe de estar sujeita à pressão dos accionistas.

O professor Barbosa Gonçalves disse igualmente que a decisão, que está pendente da venda dos 28% de acções ainda nas mãos de accionistas minoritários, significa também que o Banco de Construção da China, embora tenha de acompanhar as condições do mercado brasileiro, pretende pôr em prática as orientações definidas pelo governo da China.

De acordo com um comunicado divulgado pelo regulador do mercado brasileiro, o BibBanco vai manter-se como um banco comercial, centrando a sua actividade na prestação de serviços a empresas de média dimensão. (macauhub)

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