Portugal deve voltar a ter algum acesso aos mercados de dívida em 2014

19 November 2013

A agência de notação de risco Fitch Ratings afirmou segunda-feira ser “plausível” que Portugal consiga ter algum acesso aos mercados internacionais em 2014 e que tal poderá evitar um segundo programa de ajuda, de acordo com a imprensa económica portuguesa.

“Desde o início do programa, em 2011, que as perspectivas da Fitch eram que Portugal iria necessitar de apoio oficial adicional quando o programa terminasse me Junho de 2014”, adiantou a agência para acrescentar que o país não deverá conseguir ter acesso ao modelo mais ligeiro, uma linha de crédito com condições simples, devendo ter de se submeter a uma linha de crédito com condições alargadas.

A agência adiantou que para um país ser elegível para o programa mais ligeiro “tem de ter uma trajectória da dívida pública sustentável e um histórico de acesso ao mercado a taxas razoáveis” mas, apesar de considerar como “plausível” o acesso de Portugal aos mercados, considera ser “difícil argumentar que o acesso ao financiamento será feito a taxas razoáveis.”

Até à data, o governo português tem defendido que não está em negociações para um programa cautelar, mas a Fitch Ratings considera que o início das discussões para garantir essa rede de apoio será visto como positivo pelos mercados e levará a uma descida das taxas de juro da dívida portuguesa.

“Se Portugal começar a negociar uma linha de crédito no início de 2014, isso poderá melhorar significativamente a confiança dos investidores e suavizar o processo de regresso aos mercados”, afirmou a agência de notação de risco.

A Fitch manteve a notação de risco de Portugal em “BB+” com perspectiva negativa, justificando que, embora a economia deva crescer em 2014, os riscos políticos e de execução do programa “continuam elevados.” (macauhub)

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