Têxtil Riopele, de Moçambique, deverá retomar produção em Março de 2014

11 December 2013

A fábrica têxtil Riopele deverá reabrir em Março de 2014 para produzir fios e tecidos, depois de um encerramento de dez anos, afirmou o ministro da Indústria e Comércio de Moçambique, Armando Inroga.

Em 2012, o consórcio Mozambique Cotton Manufactures (MCM), constituído pela empresa moçambicana Intelec Holdings e pelas portuguesas Mundotêxtil, Mundifios e Crispim Abreu, adquiriu o património da Riopele, localizado em Marracuene, província de Maputo, sul de Moçambique.

No decurso de uma visita às obras de recuperação das instalações fabris, o ministro adiantou que o algodão a ser processado será proveniente de Guro, província central de Manica, onde o Instituto de Algodão de Moçambique está a desenvolver um projecto de fomento e processamento da fibra.

“O algodão será transformado em Guru e trazido para aqui em condições para avaliação laboratorial, processamento e produção de fios e tecidos que depois serão comercializados para a produção de qualquer produto têxtil”, disse o ministro, citado pelo matutino Notícias, de Maputo.

O consórcio luso-moçambicano já investiu 12 milhões de dólares de um total anunciado de 40 milhões de dólares, montante de investimento que vai permitir que a Riopele passe a ter fiação, tecelagem e tinturaria.

“O que nós pretendemos é que toda a cadeia produtiva da indústria têxtil seja nacional, desde a produção do algodão, transformação em tecido, a produção do algodão ao fio e o fornecimento ao mercado nacional que vai gerar muitas pequenas e médias empresas todas elas à volta desta grande indústria que está a ser construída”, acrescentou Armando Inroga.

Moçambique produziu cerca de 70 mil toneladas de algodão-caroço na campanha agrícola 2011/2012, o que representou um aumento de 66% comparativamente à campanha anterior. (macauhub)

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