Fundo norte-americano ou sociedade de capital de risco da China deverão ficar com sector segurador estatal português

16 December 2013

O banco estatal português Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai ficar obrigado a comercializar durante 25 anos os produtos da Caixa Seguros, o grupo segurador estatal, actualmente em processo de venda por ajuste directo, informou o jornal Público.

O jornal adianta que uma das cláusulas do contrato de venda por ajuste directo da Caixa Seguros (Fidelidade, Multicare, Seguros de Saúde, Cares, Companhia de Seguros) prevê que seja dada exclusividade mútua, por 25 anos, de venda dos produtos da Fidelidade, entretanto privatizada, aos balcões da CGD.

O prazo para os dois grupos seleccionados concretizarem uma oferta de aquisição da Caixa Seguros terminou segunda-feira, tendo-se as duas empresas finalistas no concurso público de privatização do sector segurador estatal, os fundos norte-americano capital privado Apollo Global Management e a sociedade de capital de risco chinesa Fosun International (Xangai, com ligação a Hong Kong), feito representar, na semana passada, ao mais alto nível nas conversações que decorreram no Ministério das Finanças.

As autoridades portuguesas têm a expectativa de que sejam formalizadas propostas de aquisição do sector segurador do Estado (que tem uma quota de mercado de 30%), devendo a aquisição de um bloco de mais de 75% da Caixa Seguros (5% estão reservados aos trabalhadores), rondar mil milhões de euros.

Até à data, nos processos de privatização realizados em Portugal desde que se iniciou o programa de ajuda, o governo optou na sua maioria por vendas através de concurso competitivo, casos da EDP – Energias de Portugal, Redes Energéticas Nacionais (REN) e Aeroportos e Navegação Aérea (ANA), tendo a excepção sido a venda dos CTT – Correios de Portugal, que foi efectuada através de uma oferta pública inicial em bolsa de valores. (macauhub)

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