Empresa gestora do porto de Maputo, em Moçambique, pretende aproveitar melhor espaço disponível

23 January 2014

A Companhia de Desenvolvimento do Porto de Maputo está a analisar a possibilidade de eliminar gradualmente os armazéns fechados para adoptar armazéns abertos que podem ter utilizações diversas, afirmou a directora de projectos de engenharia da parceria.

Citada pelo matutino Notícias, de Maputo, Kátia Estajo disse que com esta medida pretende-se que o mesmo espaço possa seja usado numa época para o acondicionamento de determinada carga e numa outra época outra carga sem necessidade de grandes alterações.

Aquela responsável disse ainda haver no recinto portuário muitos espaços sem utilização que se pretende sejam transformados em espaços de operações para transformar toda a zona operacional em área de trabalho sem edifícios administrativos.

“Acelerar os projectos de redimensionamento e maximizar o uso dos espaços disponíveis no recinto portuário são duas das apostas actuais da Companhia de Desenvolvimento do Porto de Maputo para corresponder ao aumento dos negócios da região austral com o resto do mundo, sobretudo de viaturas e minérios”, disse.

Segundo Kátia Estajo, são várias as intervenções previstas para os próximos anos para aproveitar a área de expansão disponível entre os portos de Maputo e da Matola bem como no lado da Catembe.

A área de jurisdição do porto de Maputo é estimada em 5594 hectares, sendo que apenas 140,6 hectares constituem a zona atribuída em concessão, dos quais 118,6 hectares na cidade de Maputo e 22 hectares no porto da Matola.

A Companhia de Desenvolvimento do Porto de Maputo é uma parceria entre a estatal Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique e a Portus Indico, uma parceria entre os grupos sul-africano Grindrod e DP World dos Emirados Árabes Unidos e da empresa moçambicana Moçambique Gestores. (macauhub)

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