Empresa angolana Brigada de Construção Militar a ser vendida por ajuste directo ou concurso limitado

9 February 2014

A empresa angolana Brigada de Construção Militar (Bricomil) deverá ser alienada por ajuste directo ou concurso limitado ao invés de por concurso público, noticiou o jornal angolano Expansão.

Citando uma fonte ligada ao processo, o jornal adiantou que os trabalhadores ficarão com 13% das acções representativas do capital social e que 75% serão alienados a uma entidade empresarial privada que detenha capital, conhecimento e tecnologia e os restantes 12% a outros subscritores.

Com a venda aprovada por decreto executivo conjunto (ministérios da Economia e da Construção) publicado em Janeiro passado no Diário da República, cabe agora ao Ministério da Economia prosseguir com as operações de alienação previstas e regulamentadas na legislação em vigor.

Constituída em 1994, a Bricomil tem como accionistas a Sonangol (12,5%), Estado angolano (50%), Banco de Poupança e Crédito (12,5%), Banco de Comércio e Indústria (12,5%) e a Empresa Nacional de Seguros de Angola (12,5%) e opera no sector da construção civil, tendo actividade residual.

O património da empresa, tal como grande parte das que serão privatizadas, resume-se aos imóveis e terrenos.

Em 2012, o Ministério da Economia divulgou a lista das empresas a serem privatizadas até 2018, num total de 27, das quais 19 encontram-se paralisadas e as restantes com actividade residual.

Além da Bricomil fazem parte dessa lista empresas como Panga Panga (fabrico de aglomerado e contraplacado de madeira), Bolama e Ematol (fabrico de massas e bolachas), Congeral (fábrica de sabão), Refrino (refrigerantes) e Textang I (fiação e tecelagem), bem como a Encel (produção de equipamento de electricidade) e a Tecnotúnel (perfurações e levantamento de túneis). (macauhub)

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