Electricidade de Moçambique precisa de 2 mil milhões de dólares para satisfazer aumento do consumo

27 February 2014

A estatal Electricidade de Moçambique (EdM) estima ter de despender 2 mil milhões de dólares na rede primária de transporte de energia eléctrica para dar resposta ao aumento do consumo, de acordo com um estudo interno citado pelo jornal Notícias, de Maputo.

O estudo indica que aquele deverá ser o montante a despender nos próximos 5 a 10 anos na rede de transporte, sendo que 815 milhões serão aplicados na zona norte do país, 570 milhões de dólares no centro, enquanto que para a região sul estão previstos 600 milhões de dólares.

No documento, a estatal afirma deparar-se com constrangimentos que têm afectado a qualidade da energia fornecida, entre os quais a conversão de residências com o aumento dos consumos, bem como a falta de redundância na rede primária de transporte de energia, tornando o fornecimento de energia vulnerável.

A danificação dos cabos pelos empreiteiros envolvidos nas obras em centros urbanos e o impacto da instalação de equipamentos de climatização em instalações não preparadas para o efeito são identificados pela empresa como outros constrangimentos que afectam a qualidade de energia fornecida.

“As cidades de Nacala e Mocuba são as únicas com redundância nas respectivas subestações que fornecem energia. As cidades de Maputo e Beira têm redundância em cerca de 60% das principais subestações, enquanto as restantes urbes não têm redundância, o que torna o fornecimento de energia vulnerável”, refere o documento.

O relatório da EdM refere-se ainda à escassez de recursos financeiros para a execução de projectos de electrificação, com parte significativa dos projectos concebida com linhas de grande extensão e com baixa capacidade.

O grupo suíço ABB, que recentemente ganhou um contracto para fornecer equipamento para duas subestações e recuperar nove subestações da rede eléctrica pública em Moçambique, informou que a procura de energia eléctrica em Moçambique tem estado a aumentar entre 10% a 15% ao ano, estimulada pelo desenvolvimento económico. (macauhub)

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