Angolano Banco BIC pretende entrar no mercado da China

10 April 2014

O angolano Banco BIC está numa fase de expansão, nomeadamente na África do Sul e na Namíbia e mais longe, na China, país que é o maior comprador de petróleo de Angola, disse em Joanesburgo o presidente da instituição.

No decurso da Cimeira de Investimento em África, organizada pela agência financeira Reuters, Fernando Teles precisou que nesta fase “estamos a olhar à nossa volta”, nomeadamente para os 15 países membros da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral, “atendendo ao inter-relacionamento que já existe e que se vai aprofundar.”

O banco abriu um escritório de representação em Joanesburgo, África do Sul, em Fevereiro passado e solicitou já às autoridades da Namíbia a concessão de uma licença bancária para operar no país.

No Brasil, onde o Banco BIC comprou a rede do nacionalizado Banco Português de Negócios, aguarda que o banco central emita nos próximos meses a devida licença bancária, após o que pretende abrir balcões em diversas cidades e servir os clientes que fazem negócios entre o Brasil, Portugal e Angola.

O banco também opera em Portugal, onde comprou por 40 milhões de euros o Banco Português de Negócios, obtendo uma rede de balcões e uma carteira de clientes que lhe permitiu obter um lucro de 2,5 milhões de euros em 2013 depois de prejuízos nos anos anteriores.

Em Angola, onde é o maior banco privado em número de agências, a expansão prossegue com a abertura já este ano de mais 10 balcões e a construção de mais 25, “que serão adicionados aos 202 com que terminámos 2013.”

Os principais accionistas do Banco BIC são a empresária angolana Isabel dos Santos e o empresário português Américo Amorim, ambos com 25% cada, o presidente executivo do banco, Fernando Teles, com 20% e o empresário de transportes em São Paulo, Brasil, António Ruas, com 10%. (macauhub)

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