Anadarko Petroleum revê em alta reservas de gás em Moçambique

7 May 2014

O grupo norte-americano Anadarko Petroleum reviu em alta as estimativas sobre a quantidade de gás natural recuperável existente na concessão que explora na bacia do Rovuma, no norte de Moçambique, estimando agora entre 50 biliões a 70 biliões de pés cúbicos.

A recente finalização, com sucesso, de actividades de prospecção no campo Orca terá estado na origem da revisão, que foi divulgada no início da semana no âmbito da comunicação dos resultados operacionais do grupo durante o primeiro trimestre do ano.

As últimas estimativas conhecidas apontavam para existência de entre 45 biliões a 70 biliões de pés cúbicos de gás natural recuperável, numa altura em que o grupo havia perfurado mais de 30 poços em águas profundas na concessão Área-1, no qual mantém uma participação de 26,5%.

Integram ainda o consórcio a estatal moçambicana Empresa Nacional de Hidrocarbonetos (15%), os grupos indianos ONGC Videsh (20%) e BRPL Ventures (10%), o japonês Mitsui&Co (20%) e o tailandês PTT Exploration and Production (8,5%).

Em conjunto com a concessão Área-4, cujas previsões do grupo italiano ENI apontam para a existência de cerca de 93 biliões de pés cúbicos de gás natural recuperável, os dois blocos são, até ao momento, os mais promissores da bacia sedimentar do Rovuma, que conta seis áreas sob concessão.

Dados recentes do governo moçambicano, que aponta o ano de 2018 para o início dos projectos de exploração de gás natural liquefeito, indicam reservas de cerca de 180 biliões de pés cúbicos de gás natural recuperável na região.

No contexto das suas operações em Moçambique nos primeiros três meses do ano, o grupo Anadarko Petroleum anunciou ainda ter pago cerca de 520 milhões de dólares ao Estado moçambicano, em resultado da tributação de mais-valias decorrentes da venda à ONGC Videsh por 2,64 mil milhões de dólares de uma parcela de 10% da participação de 36,5% que detinha naquele bloco. (macauhub/MZ)

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