Ministro do Comércio de Moçambique afirma que taxas de juro comerciais têm de descer

22 May 2014

O ministro da Indústria e Comércio de Moçambique, Armando Inroga, defendeu, terça-feira em Maputo, a redução das taxas de juro praticadas no país pela banca comercial, a fim de viabilizar o desenvolvimento sustentável das pequenas empresas.

“O banco central moçambicano tem estado a reduzir desde há 4 anos as taxas directoras, dando um sinal ao mercado para que acompanhe esse decisão de política monetária, mas os bancos comerciais têm sido tímidos em responder a esse apelo”, disse Armando Inroga, no decurso de um encontro com uma missão empresarial italiana, a efectuar uma visita a Moçambique.

As taxas de juro praticadas em Moçambique “não são suficientemente competitivas para impulsionar as PME”, disse o ministro, que acrescentou estar o governo a estudar com a banca comercial mecanismos de política económica para incentivar o aparecimento de empresas credíveis, sustentáveis e que possam crescer.”

Em Janeiro passado, o representante residente do Fundo Monetário Internacional em Moçambique, Alex Segura, disse ser necessário encontrar mecanismos para reduzir as taxas de juros praticadas pela banca comercial, “que são elevadas e dificultam o acesso do público ao crédito.”

Na mesma ocasião, a agência noticiosa AIM escreveu haver reclamações quanto às elevadas taxas de juro cobradas pelos bancos comerciais em Moçambique, apesar do banco central estar a reduzir as suas taxas de referência.

À data, a taxa de juro da facilidade permanente de cedência de liquidez do Banco de Moçambique era de 8,25%, valor que continua em vigor, mas os bancos comerciais estavam a aplicar uma taxa de juro média de 20%. (macauhub/MZ)

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