Vale perde 1638 toneladas de carvão mineral em descarrilamento em Moçambique

30 May 2014

Duas locomotivas tombadas, 26 vagões destruídos, 150 metros de linha danificados, 50 metros de plataforma removidos, a interrupção do tráfego e a perda de 1638 toneladas de carvão mineral é o resultado do pior descarrilamento registado na linha do Sena, centro de Moçambique.

Este descarrilamento de uma composição com duas locomotivas e 42 vagões carregados de carvão extraído em Moatize pela Vale Moçambique, subsidiária do grupo brasileiro Vale, causou também ferimentos nos maquinistas da locomotivas.

O director da Brigada de Reconstrução da Linha de Sena (BRLS), engenheiro Elias Xai-Xai, disse ao jornal Notícias, de Maputo, que a parte mais afectada por este descarrilamento é a plataforma, zona onde assentam o balastro, chulipas e carris, cuja reposição vai exigir uma profunda compactação dos solos.

No início da semana, o recém-chegado director da Vale Moçambique, Pedro Gutemberg, anunciou ter a empresa registado um prejuízo de 44 milhões de dólares no decurso do primeiro trimestre de 2014.

Aquele responsável precisou que os prejuízos decorrem dos elevados custos operacionais no sector do carvão em Moçambique e à queda vertiginosa do preço do minério no mercado internacional.

Se há dois anos o preço da tonelada de carvão se situava em 250 dólares no mercado internacional, actualmente a mesma quantidade está cotada a cerca de 100 dólares, adiantou o director da Vale Moçambique.

Pedro Gutemburg salientou ser necessário garantir a eficiência máxima ao longo de toda a cadeia de valor da produção de carvão em Moçambique, tendo acrescentado que caso tal não seja possível “os resultados manter-se-ão negativos e dificilmente vamos conseguir atrair novos investimentos.” (macauhub/MZ/BR)

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