Moçambique regista queda ligeira em avaliação de desempenho político-económico do Banco Mundial

27 June 2014

Um relatório do Banco Mundial (BM) sobre o desempenho de políticas e instituições nacionais de países africanos pobres, divulgado quarta-feira, aponta uma ligeira queda na classificação de Moçambique face à última análise, mantendo-se, no entanto, entre os 10 melhores classificados.

Liderado por Cabo Verde, com uma pontuação global de 3,9 pontos, numa escala no intervalo entre 1 e 6, o relatório Avaliação das Políticas e Instituições Nacionais (CPIA, na sigla em inglês) mede a prestação de 39 países africanos pobres, em termos da melhoria do seu ambiente de políticas destinadas a promover o crescimento e a reduzir a pobreza.

No índice indicativo referente ao último ano, Moçambique registou uma quebra de 0,1 pontos face a 2012, detendo agora uma pontuação de 3,6 pontos, o que coloca o país na 9.ª posição da tabela, estando acima da média dos países analisados, que se situou em 3,2 valores.

Para a realização do estudo, os investigadores do BM avaliam 16 indicadores de desenvolvimento nas áreas de gestão económica, políticas estruturais, políticas de inclusão social e equidade e gestão de instituições do sector público, segundo indica um comunicado da organização enviado à macauhub em Maputo.

Encontrando no indicador relativo à gestão económica a sua melhor avaliação, 4.2 pontos, Moçambique tem na gestão de instituições do sector público o seu pior desempenho, avaliada em 3,3 pontos, muito por causa dos “Direitos de propriedade e governação baseada em regras”, no qual não vai além de 2,5 pontos.

Notando que 61,2% da população moçambicana, 25,2 milhões de pessoas, continua a viver com menos de 1,25 dólares por dia e, por isso, abaixo do limiar da pobreza, o relatório indica que o rendimento “per capita” do país é actualmente de 565,2 dólares, num contexto de um produto interno bruto de 14,2 mil milhões de dólares.

No plano dos países africanos de expressão portuguesa, além de Cabo Verde e Moçambique, São Tomé e Príncipe ocupa a 25.ª posição do índice, com 3,1 pontos, Angola a 32.ª (2,7 pontos) e a Guiné-Bissau a 35.ª (2,5).

A classificação do estudo é utilizada para determinar a atribuição de financiamento com uma taxa de juro de 0% e de subvenções aos países elegíveis para o apoio da Associação Internacional de Desenvolvimento, braço do BM que financia os países com maiores carências do mundo. (macauhub/MZ)

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