Zona de exploração conjunta Nigéria-São Tomé e Príncipe contém petróleo

2 July 2014

São Tomé e Príncipe e a Nigéria encontraram petróleo passível de exploração comercial, estimado em cerca de 100 milhões de barris, no Bloco 1 da zona conjunta, disse à macauhub em São Tomé o presidente da Autoridade de Exploração Conjunta.

Luís dos Prazeres disse tratar-se de “dados quantificados e provados” na sequência dos estudos efectuados entre 2010 e 2013 pela petrolífera francesa Total, que detinha o direito de prospecção do referido bloco.

Tendo em conta a desistência da Total, Luís dos Prazeres informou que a Autoridade de Exploração Conjunta tem já em mãos uma proposta de uma outra companhia que pretende iniciar em Setembro de 2015 a fase de extracção.

“As conversações estão muito avançadas e brevemente iremos assinar um novo contrato”, disse dos Prazeres, que não identificou a empresa classificando-a apenas como uma “empresa de média dimensão do sector.”

Além do afastamento da Total em Agosto do ano transacto, o Bloco 1 da zona conjunta já havia sido abandonado pelo grupo americano Chevron em 2010, com o mesmo argumento de inexistência de petróleo com valor comercial.

A Nigéria e São Tomé e Príncipe decidiram criar a zona de desenvolvimento conjunto através de um tratado assinado em 21 de Fevereiro de 2001, que estabelece que as receitas serão divididas em 60% para o Estado nigeriano e 40% São Tomé e Príncipe.

Desde 2003, a Autoridade Conjunta realizou duas rondas de licitação de blocos petrolíferos em que foram assinados cinco contratos de partilha de produção.

Em termos de receita de bónus de assinatura, São Tomé e Príncipe já arrecadou até este momento 77,8 milhões de dólares na sequência de dois actos oficiais de licitação efectuados em 2003 e 2004. (macauhub/ST)

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