Empresa gestora do porto de Maputo, Moçambique, adquire participação maioritária na Navique

8 July 2014

A Portus Indico, que gere a Companhia de Desenvolvimento do Porto de Maputo, adquiriu uma posição de 70% na Navique – Empresa Moçambicana de Navegação, anteriormente detida pela Empresa de Tráfego e Estiva (E.T.E), confirmou à macauhub em Maputo fonte deste grupo português.

Através da Portus Indico, a Companhia de Desenvolvimento do Porto de Maputo (MPDC, na sigla em inglês) passará a gerir o Terminal de Cabotagem de Maputo (TCM), empresa na qual a Navique mantém uma posição de 51% e a estatal Portos e Caminhos de Ferro de Moçambique (CFM) 49%.

Antes da operação de aquisição, a Navique era detida por uma subsidiária do grupo português E.T.E (70%), pelo Instituto de Gestão das Participações do Estado (20%) e pela Focus 21 (10%), SGPS da família do Presidente moçambicano, Armando Guebuza.

Num contacto telefónico com a macauhub, fonte da administração da E.T.E confirmou a alienação do capital que o grupo detinha na Navique desde meados de 2000, escusando-se a adiantar o valor envolvido na operação.

Numa nota de imprensa disponibilizada no sítio electrónico da MPDC, a Portus Indico adiantou que o TCM é “um dos mais antigos terminais do porto de Maputo”, sendo constituído por 27 mil metros quadrados de área pavimentada, um cais de 300 metros e vários armazéns cobertos com uma extensão de cinco mil metros quadrados.

O grupo, que reúne a sul-africana Grindrop (48,5%), a DP World (48,5%), dos Emirados Árabes Unidos e a moçambicana Mozambique Gestores (3%), informou ainda que o TCM passará a fornecer serviços como o armazenamento de viaturas e o manuseamento de navios de passageiros.

A Portus Indico possui até 2025 uma concessão para a exploração privada da MPDC, na qual os CFM possuem uma participação de 49%. (macauhub/MZ/PT)

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