Liquefacção de gás natural em Moçambique exigirá investimento inicial de 30 mil milhões de dólares

21 August 2014

A produção inicial de gás natural liquefeito na bacia do Rovuma deverá ascender a 20 milhões de toneladas por ano, disse no parlamento de Moçambique a ministra dos Recursos Minerais, Esperança Bias.

Ao apresentar uma proposta de autorização legislativa relacionada com o projecto de liquefacção de gás natural naquela bacia do norte de Moçambique, a ministra disse ainda que o investimento inicial situa-se actualmente em 30 mil milhões de dólares.

“Prevê-se que numa fase inicial sejam construídas e operadas unidades de liquefacção com uma capacidade de 20 milhões de toneladas anuais de gás natural liquefeito, o investimento a ser realizado excede 30 mil milhões de dólares e as unidades de liquefacção deverão ser construídas em terra a fim de facilitar a participação de nacionais em todas as fases de execução do projecto”, afirmou a ministra, citada pelo matutino Notícias, de Maputo.

Esperança Bias, que defendia a criação de um regime legal especial para a atracção de investimentos para a exploração do gás natural nas áreas 1 e 4 da bacia do Rovuma, afirmou que na fase inicial o gás natural terá como mercado preferencial o asiático, por ser aquele que oferece o melhor preço.

“Como os depósitos de petróleo são partilhados pelas duas áreas de concessão, é necessário que as concessionárias cheguem a um acordo para a unificação dos depósitos comuns, por força da legislação petrolífera moçambicana em vigor e de acordo com as boas práticas internacionais da indústria”, frisou.

Perante os deputados, a ministra Bias argumentou que este projecto tem características específicas, sendo que o mesmo requer estabilidade legal e fiscal, possibilidade de sujeição à arbitragem internacional, criação de mecanismos especiais de atribuição de autorizações e licenças, direito de constituir contas no exterior e efectuar pagamentos através das mesmas, entre outras. (macauhub/MZ)

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