Menor produção de petróleo em Angola compensada com crescimento do sector não-petrolífero

19 September 2014

A menor produção de petróleo em Angola deverá ter um impacto menor do que o previsto nas contas públicas do país devido ao “crescimento robusto do sector não-petrolífero”, prevê um documento de análise do gabinete de estudos económicos do Banco BPI.

No Panorama Macroeconómico Mensal de Setembro, os analistas do BPI dizem que o sector não-petrolífero deverá crescer 7,3% este ano, “alicerçado principalmente no sector agrícola, que deverá crescer mais ou menos 11,5%”, o que deverá fazer com que a economia cresça 3,9% este ano e acelere para quase 6% no próximo ano.

Na análise mensal da economia angolana, o banco português lembra que o FMI, que recentemente efectuação uma avaliação à economia de Angola, avisou para a “deterioração das contas públicas, prevendo uma degradação do défice orçamental para 4,1% este ano e para 4,2% em 2015, o que contrasta com um excedente de 0,3% do PIB em 2013.”

O abrandamento da produção de petróleo em Angola no primeiro semestre deste ano levou a que instituições económicas internacionais e as agências de avaliação da notação soberana do país tenham, de uma forma geral, revisto em baixa as perspectivas económicas do país, escreveu a agência noticiosa Lusa.

No final de Agosto, a Moody’s era a única das agências de notação de risco a prever uma evolução positiva na avaliação de Angola, ao passo que as outras duas – Standard & Poor’s e Fitch Ratings – consideravam que a perspectiva como estável.

A Economist Intelligence Unit prevê um crescimento de 4,5% em Angola este ano, o mesmo acontecendo com o gabinete de estudos do BPI, que são mais optimistas que o Fundo Monetário Internacional (3,9%) e mais pessimistas do que o Banco Mundial, que prevê uma expansão da riqueza no país de 5,4%. (macauhub/AO)

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