Produção de algodão-caroço em Moçambique poderá atingir 200 mil toneladas

28 October 2014

A produção de algodão-caroço em Moçambique poderá aumentar até atingir 200 mil toneladas em 2020, afirmou recentemente em Namialo, província de Nampula, o director nacional do Instituto do Algodão de Moçambique (IAM).

Norberto Mahalambe disse que tal previsão decorre do facto de diversas regiões de Moçambique poderem começar a produzir algodão, através da introdução de diversas tecnologias, nomeadamente de cultivo em regime de baixa humidade dos solos e de sequeiro, que já deram bons resultados em diversos países, casos da Argentina e do Brail.

“Na prática, será o cumprimento daquilo que foi preconizado no programa de dez anos para reestruturação do subsector algodoeiro”, disse ao jornal Notícias, de Maputo, revelando igualmente que a adopção das novas tecnologias de produção de algodão deverá iniciar-se a partir da próxima campanha agrícola.

A Argentina e o Brasil figuram na lista dos maiores produtores de algodão e o que interessa ao IAM, de acordo com o seu director nacional, é que a produção ocorra em condições de baixa humidade e em regime de sequeiro, o que traz vantagens comparativas.

Mahalambe revelou que estão já em Moçambique técnicos argentinos e brasileiros que irão transmitir os conhecimentos de produção de algodão nas condições mencionadas às empresas de fomento da cultura e aos produtores, incluindo os do sector familiar.

As províncias de Maputo, Gaza e Inhambane, os distritos da parte sul de Tete, Manica e Sofala e os da zona costeira de Nampula, que actualmente não produzem algodão, vão entrar para a cadeia produtiva daquela cultura, praticada por cerca de 230 mil famílias.

Norberto Mahalambe disse que a entrada de mais produtores na prática do algodão, aliada à adopção de novas técnicas de produção desta cultura para melhorar o rendimento por hectare, o país irá de forma gradual incrementar o montante colhido. (macauhub/MZ)

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