Brasileira Oi rejeita OPA da angolana Isabel dos Santos

12 November 2014

A empresa brasileira Oi considerou “inaceitáveis” as condições estipuladas na Oferta Pública de Aquisição (OPA) da Portugal Telecom SGPS apresentada por uma sociedade controlada pela empresária angolana Isabel dos Santos, anunciou a empresa em comunicado divulgado terça-feira.

No comunicado, a administração da Oi afirma ter decidido, por unanimidade, rejeitar a OPA por que inclui condições impostas “cuja adopção resultaria em alterações aos termos” da combinação de negócios em curso entre a Oi e a PT SGPS.

O documento centra-se em algumas alterações previstas no anúncio preliminar, entre elas, o facto do lançamento da oferta estar sujeito à eliminação da obrigação imposta à PT SGPS de só poder adquirir acções da Oi ou da CorpCo através do exercício da opção de compra e não atribuição à Oi da opção de cancelamento ou extinção da opção de compra.

A sociedade Terra Peregrin não quer ficar limitada a poder reforçar na brasileira Oi até ao limite de 37% no âmbito da opção de compra, já acordada entre a empresa portuguesa e a brasileira.

A Oi reafirmou ainda o seu compromisso com os investidores e com o mercado “de promover a migração da sua base accionista para o Novo Mercado da BM&FBovespa, através da incorporação das suas acções pela Telemar Participações (CorpCo)”.

A Terra Peregrin – Participações SGPS, da empresária angolana Isabel dos Santos, anunciou domingo o lançamento de uma OPA sobre a PT SGPS, oferecendo 1,21 mil milhões de euros pela totalidade das acções da empresa portuguesa, ao preço de 1,35 euros por acção. (Macauhub/AO/BR/PT)

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