Obras em Moçambique ajudam grupo português a aumentar lucros

2 December 2014

A obra realizada no Corredor de Nacala, Moçambique, ajudou a que o grupo português Mota-Engil tenha fechado os primeiros nove meses do ano com um lucro de 50 milhões de euros, mais 31,2% em termos homólogos, de acordo com informação divulgada pelo grupo.

Em comunicado, o grupo informou que a actividade em África (47% da produção total) registou um aumento de 19% para um valor recorde de 840 milhões de euros nos primeiros nove meses, impulsionada por obras como as do Corredor de Nacala, onde construiu uma linha de caminho-de-ferro com 145,1 quilómetros de extensão.

Na Europa, pelo contrário, a facturação da empresa caiu 11% para 649 milhões de euros, de um total de 1789 milhões de euros, ou mais 7,6% em termos homólogos.

A carteira de encomendas registou novamente uma evolução positiva, atingindo 4,4 mil milhões de euros (76% fora da Europa), valor que compara com 3,8 mil milhões de euros no final de Junho e 3,4 mil milhões de euros no final de 2013.

A Mota-Engil “conseguiu neste último trimestre aumentar a sua carteira de encomendas para valores inéditos”, diz o comunicado da construtora, que adverte que o valor apresentado não inclui a obra dos Camarões e Congo (2,6 mil milhões de euros).

A América Latina representou 21% da actividade do grupo, com uma facturação até ao final de Setembro de 375 milhões de euros (mais 24% face a 2013).

Em Novembro, o grupo procedeu à entrega da segunda ponte sobre o rio Zambeze, em Tete, uma obra com 715 metros de comprimento construída em consórcio com as empresas também portuguesas Soares da Costa e Opway.

Esta obra teve um custo de 105 milhões de euros e, além da ponte, viaduto e acessos, incluiu a reconstrução de 260 quilómetros das estradas que ligam Tete às fronteiras com o Malawi e o Zimbabué. (Macauhub/MZ/PT)

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