Moçambique enfrenta desafio do crescimento e sustentabilidade, FMI

9 January 2015

O Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que a combinação entre crescimento económico e sustentabilidade fiscal e da dívida é o principal desafio de curto prazo para Moçambique, estimando que a economia do país continuará robusta em 2015.

O desempenho da economia moçambicana em 2014 e as perspectivas para 2015 são objecto de análise na Terceira Revisão do Instrumento de Apoio a Política (PSI, na sigla em inglês), concluída na segunda-feira pelo conselho executivo do FMI em Washington.

“O principal desafio de curto prazo é manter o ímpeto do crescimento, enquanto se preserva a sustentabilidade fiscal e da dívida. A sustentabilidade fiscal tem de começar no Orçamento do Estado de 2015, para restaurar uma gestão fiscal prudente”, diz o FMI no sumário da Terceira Revisão do PSI.

Recordando que o país registou um crescimento económico de 7,5% em 2014, o conselho executivo do FMI defende a continuação de reformas estruturais-chave, incluindo no Imposto sobre o Valor Acrescentado (IVA) e em toda a administração fiscal, gestão das finanças públicas e o fortalecimento da capacidade institucional, para assegurar uma gestão transparente do investimento e endividamento públicos.

O FMI qualifica como um “marco crítico” a conclusão das negociações dos contratos para a produção de gás natural liquefeito, considerando o projecto como um dos maiores da África a sul do Saara.

Apesar dos acentuados riscos decorrentes de perspectivas incertas na economia global, assinala a Terceira Revisão do PSI, Moçambique conhecerá um crescimento robusto, impulsionado pela expansão do sector dos recursos naturais e investimentos nas infra-estruturas. (Macauhub/MZ)

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