Economia da Guiné-Bissau com crescimento previsto de 5% em 2015

12 January 2015

A Guiné-Bissau deverá registar um crescimento económico entre 4,7% e 5% em 2015, anunciou numa carta dirigida aos funcionários dos serviços que tutela o ministro da Economia e Finanças Geraldo Martins.

“Com uma boa campanha de caju e com o fornecimento regular de energia eléctrica poderemos atingir um crescimento de 5%”, refere Geraldo Martins no documento distribuído ao longo da última semana.

Mas para lá chegar o ministro salientou ser necessário “continuar os esforços no sentido de racionalizar o uso dos recursos públicos” e aumentar a receita fiscal, o que tem vindo a acontecer neste último caso.

Tanto a Direcção Geral de Alfândegas como a Direcção Geral de Contribuição e Impostos registaram receitas “acima do previsto”, com taxas de cobrança de 125 e 105%, respectivamente, em comparação com as previsões iniciais.

No mesmo documento, o ministro recorda que em Novembro de 2014 o Fundo Monetário Internacional (FMI) transferiu cerca de quatro milhões de euros para Bissau e em Maio é aguardada uma concessão alargada de crédito.

Também em Novembro, a União Europeia entregou 10 milhões de euros de apoio directo ao Orçamento de Estado e outros oito milhões vão ser transferidos em 2015 – além de uma programa plurianual de maior dimensão que está em preparação.

Ainda em 2014, a União Económica e Monetária do Oeste Africano (UEMOA) e a Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) desembolsaram 2,6 milhões de euros para o programa de emergência do sector energético.

Quanto a verbas que estão para entrar, ainda este mês o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) deverá financiar com 36 milhões de euros os sectores de governação, energia e transportes.

Também em Janeiro é aguardada uma parcela do Banco Mundial de 12 milhões de euros para assegurar os salários de professores e profissionais de saúde entre Janeiro e Junho deste ano.

Na carta dirigida aos funcionários, Geraldo Martins anuncia que a Guiné-Bissau deverá receber em 2015 uma série de encontros sectoriais com parceiros internacionais e instituições financeiras.

Entre eles estão o XI Encontro de Investidores do Fórum Macau e da Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). (Macauhub/GW/MO)

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