Produção de bebidas em Angola satisfaz consumo nacional

30 January 2015

A capacidade de produção de bebidas instalada em Angola “satisfaz as necessidades do país” pelo que as importações terão apenas “uma pequena quota”, afirmou quinta-feira em Luanda a ministra da Indústria.

A ministra Bernarda Gonçalves Martins falava durante a cerimónia de posse dos corpos dirigentes da recém-criada Associação das Indústrias de Bebidas de Angola (AIBA), precisamente na semana em que foi divulgada a imposição de quotas para a importação de vários produtos, nomeadamente cervejas, sumos e águas, mas também alguns alimentos.

A medida deverá reduzir já a partir de 2015 as importações de bebidas por Angola para uma quota de 950 mil hectolitros, volume que representa 400 milhões de dólares, mais de metade do qual é proveniente de exportações de empresas portuguesas, nomeadamente cerveja.

A ministra defendeu que o sector alimentar e das bebidas “caminha”, se tal “fosse possível”, para “a proibição das importações”, mas adiantou ser necessário deixar uma “janela aberta para a entrada de alguns produtos” dado que neste sector “podemos efectivamente viver da produção nacional.”

“O nosso mercado está abastecido e vai melhorar ainda mais, em temos de qualidade, no sector das bebidas”, sublinhou a ministra da Indústria, que espera da AIBA, quinta-feira lançada oficialmente, “contactos mais frequentes e produtivos” com as instituições do Estado, para potenciar o desenvolvimento da actividade em Angola.

O primeiro presidente da AIBA, Manuel Sumbula (Coca-Cola Bottling Angola), disse que a associação pretende “atrair mais investimento” para o sector nacional, potenciar a cadeia de valor da indústria local – igualmente produzindo no país a matéria-prima para as bebidas – além de fomentar a competitividade e a exportação das bebidas angolanas. (Macauhub/AO)

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