Metals of Africa anuncia compra de concessão mineira no norte de Moçambique

6 February 2015

A mineira Metals of Africa concluiu o processo de compra de uma concessão de nove mil hectares que a moçambicana Dombeya Mineração Lda. detinha no norte de Moçambique, anunciou quinta-feira a empresa australiana.

O processo negocial para a aquisição da licença (4118), referente ao projecto Balama Central, foi anunciado em meados do ano passado, tendo a Metals of Africa decidido avançar com a compra, após ter conhecido os resultados de vários estudos, entre os quais um levantamento geológico (“Versatile Time Domain Electromagnetic Surveying” ou VTEM).

Esta análise confirmou as expectativas de que a concessão, contígua ao projecto de exploração de grafite e de vanádio da Syrah Resources, apresenta uma grande concentração destes minerais, numa extensão de três quilómetros por um quilómetro de largura.

Num comunicado divulgado no seu portal electrónico, a Metals of Africa adianta que o contrato de compra envolve o pagamento de 250 mil dólares à Dombeya Mineração Lda, que serão pagos em duas parcelas, a primeira das quais, no valor de 50 mil dólares, já concretizada.

Além disso, a mineira australiana vai emitir acções no valor de 200 mil dólares a favor da empresa moçambicana, lê-se ainda na nota informativa, que refere que o negócio não está sujeito a impostos sobre mais-valias.

Em Cabo Delgado, vários projectos de prospecção mineira têm apresentado resultados positivos na pesquisa de grafite e de vanádio, como é o caso das três concessões que a australiana Triton Minerals explora, uma delas (Balama Norte) “com potencial de classe mundial”, segundo garante a companhia.

Nesta província do norte de Moçambique, a Metals of Africa detém a concessão do bloco Montepuez Central, que também apresenta indícios de conter grandes concentrações de grafite.

Em Moçambique, a empresa australiana possui também uma concessão no rio Rovué, na província de Tete, no centro do país, com potencial para a exploração de vários minerais, como zinco, chumbo e prata.

Entre os 20 maiores accionistas da empresa, a Transore International, com actividade ligada ao sector dos transportes e logística, possui a maior participação (5,94%). (Macauhub/MZ)

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