Angola gasta 3,5 mil milhões de dólares para reconstruir rede de caminhos-de-ferro

16 February 2015

A reconstrução da da rede de caminhos-de-ferro de Angola, destruída pela guerra civil, custou, entre 2005 e 2015, mais de 3,5 mil milhões de dólares, disse hoje o ministro dos Transportes de Angola, Augusto da Silva Tomás.

O ministro falava no Luau, antiga vila Teixeira de Sousa, onde foi inaugurado o troço final do Caminho de Ferro de Benguela (CFB) na província do Moxico, representando o regresso, 32 anos depois, da ligação de comboio entre o Atlântico (Lobito) e o interior de Angola, num percurso de 1344 quilómetros.

A reconstrução das três linhas nacionais edificadas durante o período colonial – além do CFB também o Caminho de Ferro de Luanda e o Caminho de Ferro de Moçâmedes – envolveu um investimento público de 3,5 mil milhões de dólares em 2612 quilómetros de rede e na construção de raiz de 151 estações ferroviárias.

Toda a rede ferroviária angolana, reconstruída por empresas chinesas, foi utilizada para a passagem de uma linha de fibra óptica, tendo sido ainda adquiridas 42 locomotivas, 248 carruagens de várias tipologias e 263 vagões, acrescentou o ministro Augusto Tomás.

Na cerimónia no Luau, em que foi sublinhado o “dia histórico” do regresso do comboio, além do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos, estavam igualmente presentes os chefes de Estado da República Democrática do Congo (RDCongo), Joseph Kabila, e da Zâmbia, Edgar Chagwa Lungu.

Os dois países, que fazem fronteira nesta região com Angola, têm na reconstruída ligação uma forma de exportar por via marítima – através do CFB e do porto do Lobito – os minérios extraídos nas regiões de Catanga (RDCongo) e na região do cobre (Zâmbia), com a interligação futura das três redes ferroviárias.

A reconstrução da linha do CFB, agora totalmente concluída, custou quase 1,9 mil milhões de dólares, cruzando quatro províncias angolanas com sete milhões de habitantes. (Macauhub/AO/CN)

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