Soares da Costa Moçambique obtém projectos de 20 milhões de dólares

24 February 2015

A construtora de capitais portugueses Soares da Costa Moçambique vai liderar quatro projectos avaliados em 20 milhões de dólares, entre os quais a construção de dois tribunais, anunciou a empresa num comunicado enviado à macauhub em Maputo.

Do Ministério da Justiça de Moçambique, a Soares da Costa recebeu a adjudicação das obras para a construção de dois palácios da justiça, um dos quais na cidade de Nampula (norte), capital da província com o mesmo nome, e o outro na localidade de Guro, de Manica (centro).

Na nota de imprensa, que não especifica o valor de cada um dos projectos, a empresa informa que vai recuperar a ponte suspensa de Xai-Xai sobre o rio Limpopo, na província de Gaza (sul), uma infra-estrutura da época colonial construída em 1964, actualmente sob a administração da Autoridade Nacional de Estradas (ANE).

O quarto projecto anunciado compreende a construção das infra-estruturas sinaléticas da linha de caminho-de-ferro do corredor de Nacala, que liga a região carbonífera de Moatize, da província de Tete, ao porto de águas profundas de Nacala-a-Velha, em Nampula, numa extensão de mais de 900 quilómetros, atravessando parte da região sul do Malaui.

Esta obra vai ser realizada para a mineira de capitais brasileiros Vale Moçambique, que possui uma participação de 70% no Corredor Logístico Integrado de Nacala, da qual pretende alienar metade à japonesa Mitsui & Co, num negócio que só deverá estar concluído no final do segundo semestre.

As quatro obras deverão ser executadas durante este ano e até ao final do segundo semestre de 2016, refere ainda a empresa.

No final de 2014, a Soares da Costa anunciou uma facturação anual de cerca de 100 milhões de euros (cerca de 113,6 milhões de dólares) na sua filial em Moçambique, num crescimento de 20% face ao período homólogo, que tem estado a ser impulsionado por obras ligadas a grandes projectos do sector do carvão, com a Vale Moçambique, e do gás, com o grupo norte-americano Anadarko Petroleum.

Além de Portugal e de Moçambique, a construtora está também presente em Angola e no Brasil, desenvolvendo ainda actividades noutros países, como São Tomé e Príncipe, Omã, Suazilândia e Venezuela.

As obras em Moçambique representavam em 2014 cerca de 25% da carteira da empresa, enquanto as em Angola tinham um peso substancialmente superior, de 60%, ficando Portugal e os outros países com os restantes 15%. (Macauhub/AO/MZ/PT)

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