Ministro de Timor-Leste reafirma que governo quer processar o gás do campo Greater Sunrise

24 March 2015

O ministro do Petróleo e Recursos Naturais de Timor-Leste, Alfredo Pires reafirmou, em Dili, que o governo defende a opção do processamento de Gás Natural Liquefeito (GLN) do campo de Greater Sunrise, em território Timorense em vez do gás ser levado para Darwin, na Austrália.

O campo Greater Sunrise está localizado a 150 quilómetros a sudeste de Timor-Leste e a 450 quilómetros a noroeste de Darwin, na Austrália.

Processar o GLN em Timor-Leste custaria 13.000 milhões de dólares enquanto que a opção da Austrália representaria um valor de 20.000 milhões de dólares a somar ao custo do gasoduto, segundo disse o ministro à agência Lusa.

Alfredo Pires disse que quando se começaram a debater as opções para o campo, em 2007, as petrolíferas ‘venderam’ a ideia de que o desenvolvimento em Timor-Leste era a opção mais cara: 19.000 milhões de dólares contra os 15.000 milhões de dólares de Darwin e os 12.000 milhões de dólares da plataforma flutuante.

“Todos os estudos que fizemos mostram que a opção de Timor-Leste é a melhor, que é viável económica e tecnicamente”, afirmou, explicando que os estudos incluíram o trabalho de um submarino, a 3.000 metros de profundidade, para mapear o caminho do gasoduto.

Com 5,1 triliões de pés cúbicos de gás, o campo pode representar receitas – entre exploração e ‘downstream’ [unidades de transformação que podem incluir refinação de petróleo] – de mais de 100.000 milhões de dólares.

“Não se trata apenas de números. É também uma questão de justiça. Eles (os australianos) já conseguiram um gasoduto para Darwin, do Bayu Undan, que está a dar muitos benefícios, benefícios concretos e muito positivos e nós achamos que é justo que tenhamos o outro”, afirmou.

Apesar das divergências se arrastarem há oito anos Alfredo Pires considera que, no sector do petróleo, “tudo se pode resolver” através de negociações.(macauhub/TL)

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