Angola pode vir a ser uma potência mineira em África

13 April 2015

O governo de Angola pretende que o país ganhe o estatuto de potência mineira em África, a fim de atrair mais investimentos privados que contribuam para a diversificação do aparelho económico, disse sexta-feira em Luanda o ministro da Geologia e Minas.

Francisco Queiroz, que falava durante um debate sobre o impacto do investimento no sector mineiro para o processo de diversificação da economia angolana, numa iniciativa da Câmara de Comércio Estados Unidos/Angola (USACC), socorreu-se do exemplo de Moçambique para corroborar a sua afirmação.

“Moçambique está actualmente na rota do desenvolvimento devido a um plano nacional de geologia que, embora sem a dimensão nem ambição do nosso, conseguiu atrair investimentos muito importantes para a exploração de alumínio, gás, carvão e outros recursos minerais”, disse.

O ministro da Geologia e Minas prosseguiu dizendo que os resultados alcançados por Moçambique “dão-nos a certeza de que em Angola poderemos fazer descobertas importantes em cada um dos 38 minerais existentes no país”, de acordo com a agência noticiosa Angop.

O director executivo da Câmara de Comércio Estados Unidos/Angola, Pedro Godinho, disse por seu turno que o evento, intitulado “First Friday Club”, realizado numa unidade hoteleira, visou promover, junto dos seus membros, os projectos com maior potencial para dinamizar o processo de diversificação da economia nacional.

O First Friday Club teve o início em Março de 2012 e foram já abordados temas como “O mercado de Capitais em Angola”, “Estratégia do Ministério do Comércio, Redes de Distribuição e Centro Logístico”, “Estratégia de Conteúdo Local da BP”, “Como Investir em Angola”, “Relações Comerciais entre os Estados Unidos e Angola”, “Novo Imposto de Consumo para o Sector Petrolífero” e a Importância da Língua Inglesa.”

Com 25 anos de existência, a Câmara de Comércio EUA-Angola (USACC) é a mais antiga e a única organização que se dedica exclusivamente a promover trocas comerciais e investimento dos Estados Unidos em Angola, bem como ao desenvolvimento económico angolano. (Macauhub/AO)

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