Portuguesa Sofid promove fundo de investimento para projectos em Moçambique

23 April 2015

Uma missão da Sofid, instituição financeira de crédito portuguesa, encontra-se desde segunda-feira em Maputo a promover um fundo de investimento para projectos em Moçambique e que está paralisado desde 2011, disse um dos administradores.

O Investimoz foi criado pelos dois países em 2010 mas da sua dotação de 94 milhões de euros apenas três milhões estão a ser aplicados em projectos em Moçambique.

“Há muito dinheiro para aplicar nas empresas portuguesas ou nas parcerias luso-moçambicanas”, declarou Francisco Almeida Leite, ex-secretário de Estado dos Negócios Estrangeiros e que se encontra, com outros dois membros da administração da Sofid, em Maputo, para promover o fundo junto de 50 empresas dos dois países representadas na feira de construção Tektonica, iniciada terça-feira na capital moçambicana.

O administrador adiantou à agência noticiosa Lusa que o Investimoz esteve parado durante quatro anos por “não estar adequado à realidade moçambicana”, exigindo um capital social mínimo muito elevado, por afunilar os projectos no sector das energias renováveis e ainda pela própria natureza do fundo, que financia a aquisição de participações empresariais e não o investimento em si.

Com a flexibilização do fundo iniciada em 2014, todos os sectores estruturantes da economia moçambicana são elegíveis, excepto o especulativo imobiliário, o capital social mínimo diminuiu de 250 mil euros para 150 mil dólares e o período de apoio aumentou para nove anos.

A Sofid tem como accionistas o Estado português, com 59,99%, os bancos Comercial Português, Caixa Geral de Depósitos, Espírito Santo (actual Banco Novo) e BPI, com 10% cada e a Associação Portuguesa para o Desenvolvimento Económico e a Cooperação (Elo), com os restantes 0,01%. (Macauhub/MZ/PT)

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