Maior projecto de Timor-Leste acolhe primeira exposição internacional de construção

4 May 2015

Empresas timorenses e internacionais participam esta semana, em Dili, na primeira Exposição Internacional do Sector da Construção e Obras, um evento apoiado pelas autoridades timorenses e que está a suscitar interesse entre as empresas da região.

O evento, que conta com o apoio da Secretaria de Estado para o Apoio e Promoção do Sector Privado (Seapri) e do Instituto de Apoio ao Desenvolvimento Empresarial decorre entre terça e sexta-feira no Timor Plaza, o maior projecto de investimento privado em Timor-Leste.

Trata-se, de acordo com os organizadores, de “abrir oportunidades de negócio tanto para empresas nacionais como estrangeiras”, beneficiando “do aumento da construção que se observa em Timor-Leste há vários anos.”

Estima-se que com projectos tanto públicos como privados o montante dos negócios do sector da construção poderá duplicar nos próximos cinco anos, impulsionado em grande parte pelo projecto de desenvolvimento da região especial de Oe-Cusse Ambeno.

O evento está a suscitar particular interesse entre os empresários da cidade australiana de Darwin, sendo esperada uma delegação de 20 empresas lideradas pelo Conselho Internacional Empresarial da Câmara de Comércio do Território Norte.

Jape Kong Su, proprietário do Timor Plaza, um dos exemplos do novo dinamismo da cidade de Dili, é o dono do Jape Group of Companies, uma empresa fundada em 1976 em Darwin pela família de origem timorense e que voltou ao país depois da independência.

Natural de Balibo, o timorense de ascendência chinesa Jape Kong Su tornou-se no maior investidor nacional no país, com este projecto, que inclui um hotel, escritório e apartamentos e que custou mais de 50 milhões de dólares.

Actualmente, o Timor Plaza é um dos locais mais visitados em Dili, dispondo de um cinema, lojas, escritórios de algumas das principais empresas do país, restaurantes e apartamentos.

Os sectores de comércio, a grosso e a retalho, e da construção são os maiores empregadores e maiores geradores de rendimentos da economia não-petrolífera de Timor-Leste, de acordo com dados do Ministério das Finanças.

Os dois sectores representavam 77% do rendimento total gerado na economia timorense em 2013 quando os negócios não-petrolíferos timorenses geraram cerca de 1,85 mil milhões de dólares.

O sector da construção contribuiu 38% do valor total do Imposto sobre o Valor Acrescentado em 2013, que no sector não-petrolífero da economia foi de 564,2 milhões de dólares. (Macauhub/TL)

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