Congestionamento no porto de Dili, Timor-Leste, encarece importações

14 May 2015

A empresa de transportes marítimos USL/ANL informou esta semana os seus clientes de que os seus serviços para Timor-Leste vão encarecer devido ao congestionamento que se regista no porto de Dili.

“Devidos aos constantes atrasos no processo de descarga que se registam no porto de Dili, a USL/ANL não tem outra alternativa que não seja a aplicação de uma sobretaxa de congestionamento do porto para todas as cargas enviadas depois de 7 de Junho de 2015”, pode ler-se no comunicado divulgado.

Além das taxas e custos que os clientes já pagavam, cada contentor de 20 pés terá uma sobretaxa de 205 dólares e cada um de 40 pés terá uma de 410 dólares, valores que serão revistos trimestralmente pela empresa com sede em Melbourne e subsidiária do terceiro maior grupo de transporte marítimo do planeta, o francês CMA CGM.

Empresários timorenses manifestaram-se recentemente contra esta situação tendo, por exemplo, Lino Lopes, director da Express Distribution Services (EDS) referido os constantes atrasos que o congestionamento no porto causa.

O próprio primeiro-ministro timorense, Rui Araújo, alertou para a necessidade de resolver este problema quando efectuou, poucos dias depois de tomar posse, em Fevereiro, uma visita surpresa ao porto.

A principal infra-estrutura de entrada de tudo em Timor-Leste, com cerca de mil contentores processados por mês, regista um elevado congestionamento, tanto no processo de atracar dos navios – que chegam a esperar semanas ao largo da cidade.

Tirar o contentor do porto, quando já foi descarregado, pode demorar mais 15 dias.

Apesar de estar a rever processos e formas de lidar com a situação actual, o governo timorense defende uma solução mais duradoura que passará pela construção do novo porto de Tibar, a oeste da capital.

Esse assunto foi, aliás, discutido esta semana em Conselho de Ministros que analisou o projecto de concessão para a construção e gestão do porto de Tibar, orçado em cerca de 400 milhões de dólares, com capacidade para processar anualmente um milhão de toneladas de carga

As empresas pré-qualificadas para se candidatarem à parceria público-privada são o consórcio entre a Mota Engil Ambiente e Serviços, Mota Engil Engenharia e Construção e a belga Besix Group, a inglesa Peninsular and Oriental Steam Navigation Company (P&O), subsidiária da DP World, do Dubai, a filipina International Container Terminal Services Inc. e a francesa Bolloré Consortium. (Macauhub/TL)

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