Cervejeira portuguesa revê plano de negócios em Angola

14 May 2015

O anúncio da imposição de quotas à importação, entretanto adiada, e a falta de divisas está a penalizar as vendas de cerveja em Angola e obrigou a Central de Cervejas a rever o plano de negócios, disse um responsável da Sociedade Central de Cervejas (SCC).

O director de comunicação e relações institucionais, Nuno Pinto de Magalhães, admitiu que a SCC, que detém a marca de cerveja Sagres, está a rever o plano de negócios relativo a Angola, “sendo que estamos a tentar compensar com novos mercados.”

Nuno Pinto de Magalhães revelou que há “uma queda generalizada de todas as categorias em Angola” que afecta não só as empresas exportadoras, mas também os produtores locais.

O mesmo responsável lembrou que, no caso da SCC, 20% das vendas de 2014 tiveram origem no mercado externo, dos quais Angola é responsável por 10%, sendo que dos 294 milhões de litros de cerveja que saíram da linha de produção de Vialonga, mais de 30 milhões de litros tiveram como destino o mercado angolano.

Face à incerteza quanto a Angola, a Sociedade Central de Cervejas está “à procura de outros mercados que possam minimizar a quebra que se está a registar.

Os mercados da Europa e os africanos como Guiné-Conacri, Guiné-Bissau “que têm corrido bem”, os países árabes e o Brasil são outras hipóteses em análise, ainda de acordo com Nuno Pinto de Magalhães, citado pelo jornal Diário Económico. (Macauhub/AO/PT)

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